domingo, 1 de fevereiro de 2015

O relato do Africano

Tarde (até aqui vez, podia ser Boa tarde, mas como não tenho tempo, então é só tarde),
 
era só para fazer um pequeno relato da volta super espetacular de hoje ao senhor José Alexandre Miguel Rafael Silva, mais conhecido pelo Jabas Mariquinhas. Porque ele gosta de saber e para saber que a gente foi (só para se sentir pior).
 
9:00 Sacavém, :30 mais tarde do que o combinado (desculpa lá outra vez Carlos), devido a uma imprevista Cagada de manhã (só foi bom porque fui mais leve) e à minha mais pequena, que hoje também queria ir pedalar com o Pai.
 
Traz traz traz, Loures, traz traz traz, Bucelas, Café em Bucelas.
Pimba pimba pimba, outra vez, pimba pimba pimba, porque a subida foi longa, Sobral de Monte Agraço. Hoje o senhor Carlos Watts Ultra Super Power Watts Carmelo estava mais fraco, ou era Eu que estava mais forte? Era Eu que estava forte como o Caral....
 
Sobral ! Àgua e bucha e vamos embora que vem lá chuva. Descer para a Arruda, só não foi mais depressa porque apanhamos uns Matrecos com bicicletas mais leves que as nossas e ocupavam a estrada toda (foi bom, um cheirinho à volta a Portugal).
 
Arruda ! Plano e a subir, Xau Matrecos, UIiii as pernas estão rijas porquê? Subir, subir, ai esqueci-me, traz traz traz, descer para Alhandra, pimba pimba pimba, não pus virgulas porque não fizemos pausas.
 
Alhandra ! O João não devia de estar em casa, então zuca, nacional, chuva nas trombas, mas pouca, aquelas terras todas, Póvoa, dois dedos de conversa, Xau Carlos, Xau Rui, ----------------Sacavém 12:30.
 
80Kms. Bom treino
 
Tenho que terminar e não completar ou verificar a pontuação, a minha Joana quer um Ogutu. Eu traduzo (Iogurte).
 
 
Rui World Champion UCI Dias

domingo, 8 de junho de 2014

Ic!!!

Há alturas onde só mesmo com uma garrafinha de Palácio da Brejoeira dá para escrever essencialmente depois de uma cachaporra de 106kms de onde saí de rastos. E como se deve estar a perceber pelo preambulo, daqui não vai sair coisa boa.
Mas, também não significa que sairá coisa má, antes pelo contrário.
O motivo desta intervenção, que vai fazendo falta ao blog, não é nenhuma… digamos que é mais um desabafo. A onça está no fim e o vinho também, e antes de começar a devastar o despenseiro só tenho a dizer uma coisa…. Amo a vida!!! Iiic
Podia acabar já aqui, aliás devia fazê-lo, mas antes disso vou me armar em polvo.
Vou ditar que o campeão do mundo deste ano será…… a equipa que vencer a final!
Não tenho dúvidas de quem serão os finalistas, mas só o direi depois das meias-finais disputadas. Entretanto, vou só ali buscar mais um copito que este já foi.
Peraí!!!
Vou agora abrir uma de São Domingos que afinal a outra já acabou.
Há uma coisa que não entendo…. Porque é que os meus amigalhaços me oferecem estas coisas? Palácio da Brejoeira, São Domingos, Porto Kopke, vinho tinto… será que dou assim tantas indicações que gosto destas coisas?
Esta questão leva-me a uma reflexão (já tinham saudades das minhas reflexões? – como tenho estado desempregado não tenho tido reflexões ) e essa grande incógnita é: Será que o facto de mandar todos para o caralho afasta as pessoas? Será que me levam a sério?
Ainda não tenho bem a certeza que ser sincero é aquilo que as pessoas gostam. Cá para mim as pessoas gostam de gajos bacanos, aqueles que só dizem aquilo que gostamos de ouvir!  Tipo frases de engate: - “ És linda! Nunca vi tamanha beleza em ninguém!”, mesmo perante a parte detrás de um esquentador.
Bom, se as mulheres acreditam, se calhar é mesmo assim que funciona a psicologia humana, porque elas são sempre mais evoluídas que os homens.
Esta reflexão que durou pouco mais que 5cl de São domingos, leva-me a outra:
Porque é que temos pêlos nas pernas? Será única e exclusivamente para concentrar pó nas pernas?
Não sei, mas ainda ontem vi o programa do grande Rogério Martins, no “isto é Matemática", onde predominava a pergunta: porquê é que os elefantes têm as orelhas tão grandes?… é para dissipar o calor corporal. Só me leva a concluir que os pêlos nas pernas servem precisamente para o inverso, ou seja para mantermos a nossa temperatura corporal. Conclusão: Ser verdadeiro e não rapar os pêlos das pernas, é uma incongruência!!!  Ou rapamos os pêlos das pernas ou mandamos todos para o caralho!!!
Eu por enquanto, mando todos para o caralho!!!


JAS

domingo, 23 de março de 2014

As nossas ambições

Hoje, enquanto me besuntava com valvulina no corpo depois da voltinha matinal, pus-me a reflectir (sim que isto de pensar é para o JJ e companhia – reflectir é mais filosófico… não! Não era sobre Pascal) sobre a evolução e retrocessos de ambições ou objectivos de um BTtista.
Se no início pensamos em fazer kms, e quantos mais fizermos melhor nos sentimos (isto em termos objectivos), passados uns tempos e com o melhorar da nossa forma física, começamos a pensar nos acumulados de ascensão, para de seguida entrarmos no campo da média horária. Agora, já se começa em falar em watts, mas por enquanto nem todos os dispositivos electrónicos dão essa informação… é uma questão de tempo.
Mas este processo não é exponencial nem constante, pois como desportistas domingueiros que somos, temos de uma forma geral, momentos onde falhamos um ou dois domingos e alturas onde o cansaço emocional está presente face à nossa semana de mais ou de menos trabalho, de mais paciência ou de falta dela para isto ou para aquilo que nos assola (como diz o grande filósofo César Nunes, “o que nos assola não são as coisas, mas a ideia que temos das coisas”), ou seja, fazemos grandes oscilações de forma, implicando desde logo com os nossos objectivos ou ambições.
 Se há três ou quatro semanas já estava a pensar na média horária, hoje desci à terra e estou na ambição de … deixa lá reflectir mais um pouco… de desfrutar. Pois é, desde o retorno ao mato (aconteceu a semana passada) entrei na fase do vamos lá dar uma voltinha porreira, fazer umas subidas e umas descidas espectaculares, e tentar chegar a casa sem moças. Mas, esta pequena ambição nem sempre é fácil de obter. Calma! Não fui eu que caí, nem tão pouco ninguém do nosso enormíssimo e gigantesco grupo. Podia ter sido… mas não foi. Nem eu, nem o Africano, nem o Carmelo… e desta vez também não foi o Nés. Mas qualquer um de nós já fez estas figuras, de tentar mostrar aos outros como se faz… ou sai lá da frente que eu digo-te como é que é.
E hoje enquanto descíamos as famosas lombas, num grupo que vinha atrás de nós houve um que tentou mostrar como é que se fazia e…esbardalhou-se todo, mesmo à minha frente. Calma, também não morreu nem partiu nada, felizmente. Aleijou-se um bocadinho, acho eu.
Se por um lado até me deu vontade de rir (por se ter armado em chico esperto – tentou-me passar numa zona cheia de calhaus), por outro fez-me pensar que já me aconteceu o mesmo e provavelmente poderá e irá acontecer mais vezes… é humano, está-nos no sangue. ”Macho que é macho não come mel, come as abelhas”, diz o grande filósofo Ricardo Rosa.

Conclusão da reflexão: Por grandes ou pequenas ambições que temos, não fugimos da nossa essência de latinos e mesmo quando definimos objectivos muito particulares e privados (“já estou numa fase de não ter que provar nada a ninguém”, pensamos nós) temos, por vezes, um momento onde acabamos por demonstrar a nossa fraqueza, quando no fundo queríamos mostrar o quanto somos “fortes”.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

115...com Óscares

Depois de 115kms puxado pelo CC, aqui estou eu fresquinho que nem uma alface para postar mais uma história de sofá.
Primeiro começo com uma sugestão… acrescentem uma ou duas folhas de louro no refogado na confeção das migas. Faz a diferença. Era para ter retificado na receita original, mas assim os que não leram, se calhar voltam atrás e dão uma vista de olhos, e os que a leram e não veem este post, vão achar que falta ali qualquer coisa às migas que agora vão perceber o que é.
Depois de 115kms puxado pelo CC, vi o Lobo de Wall Street. Não achei deslumbrante, talvez por estar habituado a grandes interpretações e grandes filmes do Leo. Mas, também porque a temática não é muito do meu agrado, pois se há coisa que não aprecio é gajos a brincarem com o dinheiro das pessoas como isso fosse apenas tratar-se apenas de dinheiro e esquecerem-se que, infelizmente, é esse dinheiro que define e delineia a vida das pessoas… e além do mais conseguem lucrar com isso como ninguém.
Alguns dias antes de andar 115kms puxado pelo CC vi e achei fascinante o filme “Her”. Como é possível um ser humano apaixonar-se por um sistema operativo? Será isso alguma vez possível? Gostava de saber que não… não pela situação contra-natura em si, mas porque leva-nos a uma sociedade completamente fechada e solitária, e os computadores assustadoramente inteligentes e expressivos. Não quero dizer mais nada do filme, mas vendo, percebemos que isso poderá ser possível… eu quase, quase tive caidinho pela Samantha… melhor banda original.
Muito antes de andar 115kms puxado pelo CC, vi o melhor filme de 2013… O clube de Dallas. Foda-se que filha de puta de interpretação… com caralho. Tema do catano, num inicio de uma nova era, e da qual me lembro perfeitamente de todos os medos e incógnitas. Melhor actor.
A Golpada Americana ou 12 anos escravo… grandes filmes. Para mim a Golpada fica à frente 115kms dos 12 anos. Sou como os putos que dizem que não gostam de azeitonas, mas nunca provaram, pois ainda não vi o Nebraska e o Philomena, mas não sei porquê… nã me cheira. Para já digo que a Golpada será o vencedor.
Ainda nem tinha pensado em andar 115kms puxado pelo CC, vi o capitão Philips… custa-me acreditar que tenha sido uma história verídica. Achei que os pretos, desculpem os africanos escuros tenham sido tão ingénuos. Gajo que atira para matar e não tem nada a perder, não cai em lenga-lengas. Mas, também foi bom ver porque assim quando passarmos numa situação do género em Marrocos, a quererem um resgate de 20 milhões pelo conta-quilómetros do Nés, sabemos como nos podemos safar… é preciso é alguém se lembrar do filme.
A Gravidade deverá ser eleito pelos efeitos especiais... porque a qualidade que vi era tão boa que parecia mesmo que a Sandra ainda tem 20 e tal anos.
Para já é tudo… para a semana há mais. Já sabem, bons filmes... na companhia do tradicional Bacalhau assado com Migas.

JAS

sábado, 25 de janeiro de 2014

Migas

Quando este grupo se formou, à cerca de 110 anos, mais cem menos cem, éramos tantos que haviam membros a quem eu não sabia o nome dos seus avós paternos. Entretanto o numero de associados foi descendo e hoje resumem-se a três ou quatro pagantes. A mesma situação se passou com a actividade neste blogue... o que escreve fá-lo cada vez menos e os que leiam e comentam, acompanham a linha descendente.
Como tudo o que digo (porque falo pouco) tem um propósito, quero com esta introdução dizer que pretendo revitalizar a vossa atenção para um blogue interactivo que vos consiga preencher o espírito e que vos faça pular da cadeira e comecem a dançar que nem índios a pedir chuva, uma vez que os meus últimos devaneios pouca receptividade criaram.
Assim, e fazendo uma acção social, no nível 5 (escala de referência 1 a 5 - soube disto quando cumpri serviço comunitário por ter esfaqueado um gajo que estava no café e que me chamou gay por usar calções de lycra) quero partilhar a minha experiência com as Migas.
Pois bem, uma das coisas mais importantes nas Migas são os ingredientes. Temos que escolher bem a broa e essencialmente o azeite. Claro que umas boas couves também fazem a diferença, mas a par do feijão, o que eu costumo de fazer é comprar as embalagens destes ingredientes já preparados.
Assim, os ingredientes necessários para a confeção das Migas são:
- 2 embalagens de caldo verde
- 1 embalagem de feijão de 500g (manteiga é o melhor)
- 1 broa
- 1 cabeça de alho
- 2 ou três folhas de louro
- azeite em boa quantidade.
- sal qb
Cozem-se as couves em cerca de 10minutos na água com um pouco de sal. Faz-se um refogado com os alhos cortados à rodelas, com o louro e juntam-se a broa desfeita (com aproveitamento da côdea) o feijão escorrido e finalmente as couves. Envolve-se tudo e voilá!!!
Não tenham dúvidas que vão fazer sucesso com estas Migas espectáculo.
Espero um dia destes ter respostas bastante positivas e inspiradoras, pois neste momento de angústia, qualquer inspiração é bem vinda, porque como sabem eu ainda tinha alguma esperança (apesar de não ter sido nomeado), mas a bola de ouro já foi entregue.

JAS

domingo, 19 de janeiro de 2014

Amaricanices - parte 2

Hoje apenas venho aqui ao sitio para parabanezir o CC pela nova aquisição da bike de estrada. E esta congratulação não vem em vão (linda frase). Estou feliz, não apenas por ele, mas também pelo facto de não termos que esperar tanto tempo no topo das subidas e também no ponto de encontro pela fresquinha... Grande Rui, finalmente podes nos acompanhar como os homens.
Sem me estender muito, quero apenas salientar, que os filhas das putas dos amaricanos, desta vez foderam-me, ó caralho, pois disseram que não chovia mais a partir das 7h e afinal choveu comó caralho, ora bolas!!! Se há coisa que detesto é andar com os colhões molhados, e esses cabrões foram os principais responsáveis por os meus colhões, e não só, estarem todos húmidos ao pontos dos pintelhos criarem orvalho durante este momento que estou a escrever esta merda.
Só por causa disso, este mês vou foder os amaricanos e não vou enviar a habitual encomenda.

Felizmente estou calmo e não ando práí a partir merdas, ó caralho!


Dassse

domingo, 12 de janeiro de 2014

Amaricanices

Depois de uma noite erudita que acabou com a auscultação de reagge através de Matisyahu
um beatboxer ortodoxo, de Amália Rodrigues, de Buika, de Estas Tonne e a sua viola mágica, de Birdy, The Black Mamba, de Milyes Cyrus, o Tigerman e Cee-lo Green , levantei-me esta manhãzinha cheiinho de vontadinha para ir andar de bicicleta. Pela primeira vez em 30 anos desejei que tivesse a chover (a ultima vez que desejei que chovesse tinha 9 anos e uns botins novos), mas não. Fui imediatamente buscar o telemóvel para ver se tinha alguma mensagem a cancelar o encontro, mas não. Lá tive que ir, ao ritmo de "riders on the storm" ter com os companheiros do pedal no local habitual a Nascente do sol poente.
Cada vez mais escrevo menos, e também não sei justificar o motivo. Se calhar não tenho muito para dizer, mas verdade seja dita que há sempre uma caralhada qualquer para contar, quanto mais não seja isso mesmo. E hoje o motivo que me moveu a bater teclas foi o respeito que tenho pelas Amaricanices.
Esta volta foi combinada porque tínhamos uma previsão de tempo que apenas previam chuva às 12h, e assim elaborámos um roteiro para estarmos em casa a essa hora. E não é que os marotos dos cabrões dos amaricanos acertaram em cheio? E digo os amaricanos porque o nosso site, do IPMA, não tem o detalhe de cada hora e verdade seja dita, tem uma taxa de acerto de 70% nas previsões, comparado com os 90% que eu observo através do Accuwheather.
Serve a propósito, para vos confessar mais uma inconfidência acerca dos amaricanos. Como sabem a minha alcunha quando tinha cerca de 10 anos de idade, era o Cavendish. Já se está a ver o porquê.. quem se picasse comigo num sprint levava a ratada. Hoje, mais uma vez foi demonstrado no nosso enormíssimo e loguissimo universo de bttistas (alguns nem sei os nomes) que não estou a mentir. Sabendo (com os meus 10 anos) dessa monstruosa capacidade pernomotora, os amaricanos enviaram drones que me observaram durante 5 dias úteis para confirmar os rumores que lhes chegaram. Entretanto ligaram-me para casa dos meus pais a perguntar se podiam combinar uma reunião comigo na NASA logo no dia seguinte. Claro que, como não conseguia justificar as faltas aos professores, disse imediatamente que não (isto tudo em inglês, muito bem falado, como quem me conhece, deve calcular). Responderam que conseguiam subornar os professores do 5º ano, com possibilidade de se estender até ao 12º ano caso o presidente Ronald Reagan fosse reeleito, como se veio a confirmar.
Como os portugueses são sempre os lixados, o RR (era assim que o tratava), quando eu estava no 10º ano ligou-me a pedir desculpa por não ter conseguido convencer o Bush, que entretanto decretou, não negociar com terroristas.
Adiante...lá fui ter com os amaricanos que me fizeram uma mão cheia de centenas de exames e testes (aliás os testes elaborados ao CR no programa que deu na tv foi o desenvolvimento do software que criaram naquela altura), tendo chegado à conclusão que a Força derivava dos gluteos. Pediram-me autorização para fazer um excerto para desenvolvimento, mas aí não deixei avançar. - "Hei, nobody messes in my glutes!!", disse eu. - O máximo que podem fazer é tirar um pelinho ou outro! ... olharam uns para os outros (eram mais de 20) e acenaram com a cabeça a dizer que podia ser.
Regressei para casa e pouco depois recebi um telefonema para me informarem que, derivado à proximidade do canal flatulento, o pêlo ficava contaminado pelo escatol e pelo metanotiol e como tal, a extracção de energia do pêlo ficaria mais reduzida. Como tal, pediram-me para fazer uma doação de dois pêlos por mês. E assim, todos os meses enviava pelos CTT um envelope endereçado à CHEMICAL ENGINEERING AND BIOTECHNOLOGY RESEARCH CENTER. Como era um assunto delicado e tendo um orçamento quase esgotado pelo testes e exames elaborados, os amaricanos propuseram-se a pagar metade do valor dos selos, mas encostei-os à parede e consegui convencê-los a pagar a sua totalidade, sob pena de fazer uma depilação definitiva a laser e queimar todos os pêlos retirados.
Mais recentemente, com o surgimento dos toalhetes e também com mais consciência da minha parte para o bem da humanidade, comecei a fazer uma alimentação mais equilibrada para reduzir a flatulência e a limpar-me com os dodots. Parecendo que não, com esses pequenos pormenores consegui reduzir a quantidade de pêlos (envio apenas 1 ) e consequentemente o custo de envio também reduziu, tendo com isso um beneficio económico que permite elaborar uma missão a Marte para o carregamento energético do robot que por lá navega.
Poderão estar a pensar o porquê de não ter feito uma parceria com alguns construtores automóveis para a pesquisa de uma energia mais limpa e duradoura (dizem que os meus descendentes têm 99% de probabilidades de terem o mesmo dom), mas na altura fiz um contrato de exclusividade e não posso quebra-lo, sob pena de pagar uma indemnização de 20.000 escudos.
Este assunto pode ter desenvolvimento, mas para já também não posso revelar todos os meus segredos... pelos menos num texto apenas... isto no mínimo, tenho material para 3 Temporadas.

JAS

segunda-feira, 27 de maio de 2013

A volta dos animais

Costumam de me tratar por Zé ou Alexandre. Também há quem me trate por José, ou Zé-i, ou Alex, por Xaninho, ou brother, ou mano, até por palhaço e mais recentemente por besta (trepadeira é uma desculpa). De tanto batismo já nem sei de que religião sou. E isto a propósito da volta de hoje (26/05/2013), apelidada da volta dos animais.
Como o nosso extenso grupo está numa fase contraída, resumindo-se semanalmente a três elementos e desta como também o Africano foi uma vez mais à terra ver os família, sobrou a besta e o cão de caça (digam lá se não é tal e qual)- assim que vê uma lebre lá vai ele…e depois volta para trás para mais uma voltinha, ladra sempre quando acha que a caça está para o lado diferente ao que estamos a seguir e, este, não gosta de arêa.
E por muito que a besta se esforce, o cão de caça vai sempre lá à frente a puxar e a olhar para trás para picar mais um pouco, mas sempre à espera da sua companhia. 
E numa descida, ao ver duas lebres distraídas, entusiasmou-se demais e decidiu brincar com elas rebolando no chão para chamar a atenção. As lebres não ligaram muito e ele lá se levantou e seguiu caminho com uma esfoladelazita na pata, nada de especial.

Agora, queda, queda foi aquela que aqui a besta mandou a semana passada. Essa é que foi uma queda que nem sei como é que ainda estou aqui para a contar...bem o que vale é que a minha experiência de milhares e milhares de segundos em cima de bicicleta evitou aquilo, que para um cidadão comum, não estaria aqui para contar. A descer o single espetáculo do Cabeço para Alverca, a roda da frente bate de lado numa pedra e ai jasus…. Pus uma abaixo atrás, levantei a roda da frente ao mesmo tempo que mudava a mudança da cremalheira… com um cheirinho de travão da roda dianteira, para quando esta batesse no chão não ir com rotação a mais, um jogo de cintura para a direita, sempre a pedalar e num espaço de 552 metros, estava mesmo quase a safar, quando olho para a torre da igreja de Alverca e verifico que o meu relógio está 2 minutos e 23 segundos atrasado. Tiro a mão direita do guiador para puxar o picolete que acerta as horas e de repente um mosquito poisa na minha perna esquerda pronto a ferrar-me.  Tive que tirar também a mão esquerda para dar uma chapada na perna esquerda, quando os óculos começam a embaciar e aí é que vi que não tinha hipótese, pois por toda a experiência que um bttista tenha e por muitos que sejam os conhecimentos de sobrevivência e de gravitação, andar com os óculos embaciados é a mesma coisa que pedalar com os tomates molhados…
Felizmente todas as feridas provocadas com essa queda do camandro sararam e não tenho nenhumas fotos do estado calamitoso em que ficaram as minhas pernas e braços de tanto sangue que perdi (perto de 2 garrafões), mas fica o aviso e o alerta, que se tiverem numa aflição parecida, não liguem aos relógios dos outros, pois por vezes o nosso é que está certo.

JAS

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Um conto na Via Algarviana


Mesmo passados 16 dias do término da aventura, ainda nem sei muito bem o tipo de relato a descrever: duas ou três linhas com muitas fotos, com meia dúzia de larachas por lá metidas, ou um texto formal a descrever o dia-a-dia das jornadas, com o itinerário todo espamparado, pronto para ser publicado numa revista on-line? Gostava que o publicassem, mas aí não posso dizer caralhadas algumas imbecilidades, e no fundo deixaria de ser eu a contar a minha história.
E como ainda estou com um melão do caralho enorme ( FODA-SE!!!!! BOLAS, perder no ultimo minuto num golo marcado por um primo do africano que não joga um peido muito bem, é FUDIDO MUITO ABORRECIDO), já não me apetece escrever mais nada.
Vou postar umas fotos e que se FODA VOU VER A NOVELA!!
Bom, agora que já estou a acabar o 2º cálice de medronho e já estou mais calmo, vou tentar escrever algo sobre a Via Algarviana. Mas, primeiro é melhor redimir os palavrões para puder ser editável, porque ainda tenho alguma esperança de ver um relato meu numa revista. Tal como a esperança de ver o Paços de Ferreira a tirar pontos ao FCP. Olha o que é que eu devia me lembrar!! Foda-se, tou mesmo todo queimadinho, c´um caralho!!! Vou beber mas é um submarino para ver se isto passa.

Vira-se o Africano para mim:
- ó  Zé!! Tive a falar com a dama sobre a eventualidade da minha ausencialidade durante os 4 dia nos feriado para dar uns volta desbicicreta. Quer vir? - ( eu como lido com ele há muito tempo, percebi logo o que ele quis dizer.)
- Então e vamos aonde?
- Sei lá! Eu quero é sair de casa e andar desbicicreta! Podi ser Aveiro, ou …
- Olha, vou perguntar ao Nés o que recomenda. - disse eu.
Depois do guru das voltas ter recomendado a via algarviana, ou eventualmente a ecovia do litoral, não apenas pela sua misticidade, mas também pelas condições dos trajetos, que a Norte poderão estar intransitáveis, testemunhado por ele numa tentativa de volta durante a Páscoa, falei com o africano que rapidamente concordou:
- vias esgarviana? É isso memo! Vamo primeiramente preparar mentalmente e fisicamente a nós, seguidamente de compreender o percurso para oportunamente tratar de seguida dos logista, falar com todo os companheiro e vamo!
Então, a primeira coisa a tratar seria a logística. Antes de pensarmos muito e sequer de fazer perguntas já tínhamos todas as respostas!!! É verdade, não estou a exagerar.
O “trata-me lá disso” já tinha tratado disso:
- Vão de carro até Alcoutim (ponto de partida), dormem na pousada da juventude, de manhã partem para Cachopo, onde vão pernoitar numa escola primária, na etapa seguinte ficam na casa do povo de São Bartolomeu de Messines, no 3º dia vão almoçar em Silves, onde eu vou ter com vocês , vamos dormir em Monchique, para no 4º dia fazer a loucura de chegar a Sagres, voltar para Lagos por estrada para apanhar o comboio que nos leva até Castro Marim para pegarmos nas bikes e irmos até ao carro. Não vai ser fácil, mas para fazer o caminho em 4 dias, só pode ser assim!! – Atenção que reduzi bastante o texto, porque na realidade apresentou os kms de cada etapa, o nome das pessoas com quem iriamos contatar, o horário dos comboios…quem o conhece “(…)sabe de quem estou a falar”.
E bem dito bem feito. Tirando a dormida na pousada de juventude em Alcoutim, foi exatamente isso que fizemos. Optámos por arrancar no 25 de Abril às 5h30m de Lisboa, para às 11h00 começarmos a andar de bicicleta. 
Km 0 - No cais de Alcoutim

Como o primeiro dia eram 70kms, pensámos que às 18h, o mais tardar, estaríamos em Cachopo. 
A paisagem predominante
 Não falhou muito, apenas 1h32m, pois só conseguimos chegar perto das 19h30m. Entretanto durante a tarde nos diversos contatos com a D. Otília (animadora e promotora turística local) foi feita uma pequena alteração: como haviam mais 7 bttistas a fazer o caminho, propôs-nos a dormida mesmo na vila de Cachopo, dista em 4kms de Casas baixas, local da escola primária referida. Como a estadia tinha tv a cores e como queria ver o SLB com os turcos (1ª mão) concordámos.
Chegados a Casas Baixas lá estava a dona Otília à nossa espera, que também aguardava os outros 5+2. Se fosse combinado não tinha corrido tão bem, pois chegámos todos praticamente à mesma hora. Já estava a anoitecer e a D. Otília propôs levar-nos na carrinha até à aldeia, pelo que aceitámos, apesar de desvirtuarmos a volta sem essa ligação, mas isso poderia ser ultrapassado pois poderíamos voltar para trás no dia seguinte, se pensássemos que esse facto iria pesar a nossa consciência.
Felizmente fomos para uma casa que tinha tv e assim consegui ir vendo o jogo enquanto o africano se aprontava. 

A bela casa onde pernoitámos no 1º dia

Aliás foi aí que desmistifiquei o motivo do africano ser branco… pelo tempo que demora a tomar banho percebi que na realidade ele nasceu mesmo preto, mas com tanta esfrega no banho, foi perdendo cor.
Nestas povoações pensamos que vamos encontrar na ementa aquelas maravilhas gastronómicas que dão bom nome à nossa cozinha, mas isso só acontece quando reservamos com antecedência… e mesmo assim não é fácil. Chegadas a horas tardias, não nos podemos esquecer que onde estamos não há muita/mais oferta, temos que nos sujeitar ao que se consegue fazer. E nesse dia calhou-nos umas costeletas de porcas grelhadas. Foi encher o bandulho até mais não, provar o medronho do chefe e ir para a caminha.
Como nota durante esse percurso de 70kms, feitos num feriado, passámos por cerca de 2 cafés, que estavam fechados. Para comermos qualquer coisa à hora de almoço, tivemos que nos desviar cerca de 2kms. Felizmente nas aldeias por onde passámos havia sempre um chafariz de água para nos abastecer, situação regular em toda a Via Algarviana, exceto entre Silves e Monchique.
São bastantes os Oceanos que atravessamos
Na manhã seguinte e após o pequeno-almoço tomado no mesmo café/restaurante e quando já estávamos a abordar ao caminho, mas ainda indecisos se voltávamos ou não para trás, aparece a D. Otília na sua pick-up a perguntar se queríamos que nos levasse ao local de chegada de ontem. Claro, vamos nessa!! Ainda para mais, essa viagem foi feita em cima da caixa aberta com uma mão a segurar a bike e outra a segurarmo-nos Na carrinha. Sentimo-nos uns surfistas no asfalto, elevando a adrenalina nalgumas curvas e travagens. Espetáculo!!!
Durante a surfada asfáltica
Acho que este segundo dia foi o mais longo dos quatro. E foi aquele que senti sendo o mais produtivo, onde os kms foram todos na mesma direção, ao contrário do primeiro dia onde se sente claramente que andamos a contornar locais. Neste dia passámos por diferentes morfologias de terreno onde inclusivamente atravessamos alguns singles, já que a Via é maioritariamente definida por estradão. 

Umas das muitas singles ?!- Estranho, então mas não são únicas?
Depois de muito subir e descer, transpor e rolar lá chegámos ao destino. Mas antes, mesmo um bocadinho antes, o Africano falou (é verdade só agora falou):
- Quando chegarmos ao bartu-meu vamo procurar lugar para lavar osbicicreta para besuntála com óleo solar que o africano não gosta de frito, mas gosta de sol.


Africano quasi no lusco-fusco
Bem dito, bem feito!, assim que saímos dos trilhos para entrarmos na vila, desembucámos precisamente numa estação de lavagem manual, ou “ilifante branco”, como lhe chama o africano.
Lavadas as bichezas, dirigimo-nos para a casa do povo e é então que após a passagem numa montra, o africano volta a falar:
- hoje quero fuder galinha!!
- boa ideia. - respondi eu.
E fomos comer frango da guia em São Bartolomeu de Messines, na Churrasqueira Fatinha. Lá estava também o grupo de 5 já a meio da refeição e a ver o Estoril-Braga.
Mais uma vez, foi encher a mula até mais não, beber um medronho, um não!! dois ou três, que este estava bom, e depois de uma pequena caminhada, caminha que amanhã temos uma serra para subir.
E lá fomos para a jorna mais complicada delas todas. O início da manhã foi rolante, em torno da barragem do Funcho, para no final começarmos a subir e depois descer em direção a Silves, onde nos encontrávamos com o ilustre Nés. 
Panoramica da serra
E mais uma vez, e por incrível que pareça, chegámos todos ao mesmo tempo! É Verdade!! Estávamos a perguntar onde eram os bombeiros e lá aparece um gajo todo speedado a dizer uma merda qualquer tipo: EESSSPECTÁÁÁCULO!!!
Desta vez até tivemos direito a almoço, que nos anteriores apenas degustámos bifanas e sandes. Carapau assado para o africano e sardinhas para mim e pró Nés. Como o pêxe estava seco, tivemos que o ir regando com vinho branco à pressão. Consumido os medronhos (sim, tinham acabado de chegar dois tipos: com e sem eles….?!... – medronhos entenda-se) lá nos pusemos a caminho….e que caminho. Assim de repente não me lembro de retas, apenas grandes subidas e pequenas descidas. 

Silves - Monchique já na companhia do Nés

ainda houve tempo para gdes planos
Literalmente tipo montanha russa, mas sem aquelas merdas dos “g– force”. 
Apesar de não gostar de dar concelhos, prefiro dar distritos, esta é daquelas etapas que temos que ser “desportistas” e não gajos que gostam de fazer desporto e beber uns copos. Porque durante mais de 20kms feitos em constante sobe e desce e mais sobe do que desce ( no fundo passamos da cota 12 para a 766 nessa tarde) não passámos por nenhum abastecimento de água, originando algum desconforto físico e essencialmente psicológico, ao ponto de quando apanhámos alcatrão, termos mandado parar um carro com um casal de turistas para lhes pedir água ( que nos facultaram gratuitamente – Thanks, Bif Jonhny and Bif Walker!!).

Feito o serviço cívico (finalmente, escrevi qualquer coisa de útil) admito que a chegada lá acima foi mesmo emotiva ao ponto de quase me ter cagado todo, pois as cabras deixaram caganitas em todo o cruzamento (pronto, tinha que sair merda depois de ter feito uma coisa boa – epá isto faz-me lembrar a minha infância – um gajo sente-se elogiado e a seguir, numa caganeira cerebral, faz merda da grossa). 
Mas, é sem dúvida um local especial. Não me perguntem porquê; - o que é que atravessar aqueles calhaus com a bicicleta à mão, sujeito a dar um valente tralho, com vento frio comó catano (para não escrever mais caralho) tem de especial? Não sei, mas que tem, isso tem.
Ainda tentei de bicicleta, mas coiso...
- Esta merda tem uma vista!... parece o kilimanjaro - diz o africano.
- Já lá tiveste? – pergunto eu.
- Não!! tens problema?
O santo pregador e o outro que não se identificou
Mas é um local marcante. Ainda houve quem dissesse para encurtar caminho e que não valia a pena e não sei quê…claro que não vou dizer que foi o Nés.
Bom, depois foi um descida quase a roçar o downhill, só faltando as rampas (até acho que foi lá que vi uma ou duas, mas não tenho a certeza), num single coberto de folhas. 
A árvore já marcava as 8 da noite

Chegados lá abaixo estava o Nés com uma nova postura em cima da bike. 
Não, não foi trabalho de Photoshop
Ele com uma nova postura e eu com um caroço na roda traseira. O pneu começava a ceder (Kenda Karma, nunca mais!!), a bolha estava a ficar cada vez maior.
Chegámos perto das 20h, estava frio. Fomos para a pensão destinada e como ao almoço foi pêxe, à noite fomos para a entremeada de coentrada e mais uma vez, grelhada mista. O melhor medronho da volta estava aqui, no Restaurante Jardim das Oliveiras.
No último dia, depois de subirmos ao ponto mais alto do Allgarve, e já com o suporte de selim do Nés  bem fixo por sisal e elásticos ( e também o espigão que descia involuntariamente ), foi maioritariamente um dia de descidas, algumas delas esquisitas.

...a admirar a paisagem...
PUUUUUMMMM


Foi também caracterizado pelo muito vento que dificultava um pouco o andamento, mas foi essencialmente o dia do estoiro.  O primeiro deu-se à entrada Bensafrim, com o pneu a rebentar e a me deixar apeado. Felizmente estava ladeado pelo desenrascado Nés que em 20 minutos resolveu a questão, aparecendo com um pneu usado do melhor ciclista de Bensafrim, seu nome António.
Mas que granda vaca!!, durante tanto caminho inóspito, ter acontecido aqui! No meio do azar ainda houve muita sorte.





Resolvida a questão e após um belo caldo verde e uma maravilhosa bifana, no café Barbaro em Bensafrim, voltámos ao caminho em direção a Sagres.
Chegados a Vila do Bispo, tivemos que decidir. Ou voltamos já para Lagos, com toda a tranquilidade e ainda dá para comer uns caracóis antes de apanhar o comboio que partia às 19h20m, ou vamos até Sagres por estrada só mesmo para fechar a volta, uma vez que já não havia tempo para fazer a Via toda. Pelo simbolismo que tem uma aventura destas, achámos que deveríamos fechar a volta e chegar ao destino. 
Sagres à vista!!
E assim fomos até Sagres, para depois voltarmos pela mesma estrada até Vila do bispo, para de seguida embicarmos a Lagos.
Lá chegámos com uma folga de 30minutos sensivelmente, fomos buscar uma pizza hut, e às 22h08m saímos na estação de Castro Marim, que fica a cerca de 5kms da vila, para depois seguirmos pela IC27 até Alcoutim, a cerca de 39kms, onde ocorreu o segundo estoiro. Apesar de ainda termos conseguido encontrar um café aberto em Castro Marim, que nos reforçou com  tostas, o Nés acabou por estoirar e fazer grande parte do percurso numa luta contra ele mesmo ( e que acabou por conseguir ganhar), que curiosamente também tinha muitas descidas esquisitas.
Perto das 1h30m a sair da IC27

Felizmente, chegámos cedo a casa, perto das 6h00 e o balanço que podemos apurar é que eu perdi 1 kg e o Africano diz que não perdeu nem ganhou. O Nés apenas ganhou experiência.

Muito obrigado Rui e Nés!!!

JAS

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Volta domingueira com upgrade de peso


À medida que vamos ganhando experiência de vida damos mais valor aos ditados populares, aos avisos e conselhos dos mais velhos que nos deram e claro não ligamos, à experiência de quem nos rodeia. E quando existe alguém perto de nós pronto a ajudar quando solicitados temos que aproveitar e dar graças (antes graças que dinheiro),  por estarmos rodeados de bons amigos e boa gente. E está lenga lenga vem a propósito da ajuda que o exmo Ricardo Rosa me deu na conceção-execução do suporte de bagageiro que a algum tempo o anseava fazer.
E após a sua montagem e afinação, hoje foi o dia de teste. Uma voltinha na nossa serra, em condições de habitual btt, com uma carga extra de cerca de 4kg. Para já é, e parece-me que vai continuar a ser, o melhor sistema de transporte para bike de suspensão total, pois a carga assenta diretamente na roda traseira não forçando o amortecedor a movimentos estranhos. O meu maior receio, e isto acontece essencialmente na minha bicicleta por não ter espaço em cima do aperto rápido, é o esforço lateral que o próprio eixo está sujeito, podendo entortar e partir.
Em andamento sente-se exatamente a mesma coisa que uma bike semi rígida, onde apenas percebemos um peso extra e a bicicleta com esse peso é um único elemento. Quando usei o suporte de selim sentia-se imediatamente, sem utilizar estradas de trilho, o baloiçar da suspensão traseira, originando um maior desgaste e creio também movimentos comprometedores para a mesma.
Primeiro teste aprovadissímo, agora resta-me esperar que o desempenho desta solução se mantenha e que não esteja daqui a 15 dias a dizer cavalgadas desta merda do caralho.







Relativamente à volta de hoje, foi uma descoberta de 3 trilhos espectaculo na nossa serra. Logo e apenas por isso valeu bem a pena os arranhões nas pernas do Carlos. 

JAS

segunda-feira, 25 de março de 2013

Sintra 24mar2013


Enquanto uns ficam em casa a coçar a cabeça entre outras coisas e outros vão visitar a família a África, há quem vai praticando um pouco do desporto que une este grupo de amigos, grupo esse bastante dinâmico, tão dinâmico que me faz lembrar o efeito criado pelas rodas dos carros que em andamento e numa determinada velocidade parece que estão paradas… tal não é o movimento.
E desta vez como tínhamos a saudosa companhia do Nés, decidimos ir a Sintra, pois é um local onde se consegue andar em trilhos e estradões nesta altura de chuva quase diária e verdade seja dita, também temos que aproveitar a ausência do Rui e ir para os locais prediletos onde pudemos fazer voltas espetaculares. E mais uma que não falhou. Até parece que é sempre bom quando vamos para o mato. Já parecemos os caçadores, que andam a manhã inteira e não disparam um único tiro, mas é sempre bom. Mas, espera, eles têm o convívio do almoço ou do lanche, com lebres assadas ou queijinhos e chouriço com tinto fresquinho…Alto lá, mas nós também temos a paragem para o reforço com barritas de coiso, cubinhos de marmelada e suminho com sais minerais ou uma bananita.
A volta desta vez começou na subida da penha longa-Capuchos, fizemos os trilhos da praxe, encontrámos uns amigos do Nés, da quadrilha de BTT estupendos4ever, subimos à peninha, onde não nos queriam deixar passar por falhas de compreensão das funções de um colaborador de um evento de plantação de árvores, distintamente resolvido pelo nés, que mais à frente mandou um daqueles “distintos” em que até a bicicleta lhe deu um beijinho na face. Nada de demais, foi apenas o espalhafato, para quem viu, e pelo que me parece está tudo bem, pois se tecla no pc e no telemóvel e ainda ouve Dream theatre, é porque não lhe dói nada, nem a cabeça.
Depois, voltámos aos capuchos derivámos para o castelo e decidimos ir explorar no regresso ao carro, tendo escolhido um percurso que ninguém conhecia, onde começou por uma daquelas poças, que nós tanto gostamos e acabou com dois rotebuleres ou pitvaileres, já nem os sei distinguir, atrás de nós a esfregarem as patas e a babarem-se da sorte que lhes tinha calhado, mas felizmente apareceram os donos que deviam estar a fazer um filme porno. - “Porquê que eu digo isso?”
- Já alguma vez viram uma mecânica de fato de macaco, com chaves de sextavada na mão, pintada, bonita e boa com um VW de capot aberto? Um VW com o capot aberto é só para meter água no depósito do limpa vidros…
Bom até casa ainda deu para meter inveja aos caçadores e ir comprar umas queijadinhas de Sintra. Felizmente ainda temos alguém a defender o bom nome do BTT e mostrarmos que este desporto também é praticado por homens de barba rija como nós.
JAS

domingo, 20 de janeiro de 2013

Italiana no cabeço


Tal como todos nós que por cá andamos, as voltas também têm as suas histórias. Umas mais dramáticas, outras mais entusiastas, outras iguais a muitas outras, outras com uma história sem história. Esta volta foi uma daquelas com uma história dos tomates, daquelas que me vai ficar para a memória. E não o foi por o Rui ter gaguejado comó camandro, foi mesmo por uma meia dúzia de minutos que me fez subir o ego, que ultimamente tem andado lá em baixo.
Na subida da estrada Bucelas-Cabeço da Rosa, quando estávamos a passar junto da entrada da construtora do Tâmega, começamos a ouvir um zumzum a aproximar-se. Olhámos para trás e observámos uma italiana bem encorpada a aproximar-se. Vinha de verde, bem equipada, em esforço, mas com uma expressão incólume, como se nada estivesse a acontecer (e não estava, apenas sou eu a fazer um granda filme), bem vistosa, digamos que daquelas que temos que desembolsar uns 2.000€ para dar umas voltinhas. Assim que sentimos a sua aproximação, digo ao Rui: “Embora, encosta à roda!!”. Aumento a cadência, para conseguir entrar no cone, mas ela começou a demorar a aproximação. Espreitei no canto do olho e confirmo que o seu ritmo estava abaixo da cadência que apliquei. Percebendo que poderia disputar mais uma taça para o meu museu, comecei a pensar que aquela aproximação repentina merecia uma picardia e assim foi. Continuei com o ritmo aumentando-o progressivamente, enquanto a subida se tornava cada vez mais íngreme  Fui tentando manter o ritmo elevado, conseguindo perceber que a distância entre eu e a italiana aumentava, estando esta cada vez mais em esforço, a adivinhar pelas suas constantes mudanças de engrenagens que ainda assim conseguia ouvir. Já com a topo da subida à vista, que quem anda nestas andanças deduz que a meta é aí, depois de uma curva à direita e com a inclinação a diminuir, senti uma ligeira aproximação tendo que, já num esforço a roçar o desmaio, aumentar ainda mais o ritmo. Os últimos 50m pareciam 500, nunca mais chegava ao fim e sentia que podia quebrar a qualquer momento, sendo a pressão da italiana constante e numa aproximação progressiva. Já apenas olhava para o alcatrão, não levantava a cabeça para não perder a concentração. Mais um esforço e VITÓRIA!!!!, festejada efusivamente. Consegui!! A Italiana pouco ou nada me ligou, sempre com uma fachada sem expressão, com um andamento elegante e recto  Nem um ciao, nem um bacamarte, nem um sinal. Esperei um pouco pelo Afro sacavenense Lapierre que assistiu ao desafio ainda tentou encostar-se à italiana, mas sem sucesso (acho que ainda rugiu nessa aproximação). Perguntei-lhe se tinha tirado uma foto (disse-me que se tinha esquecido de mudar o rolo) e lá nos fizemos ao restante caminho, comigo todo contente e com os créditos todos em alta.
Sempre por estrada até Sacavém, já pensava em como conseguir contar esta história a quem não estava presente. E para terem ideia da italiana, ainda fui procurar na net se ela era conhecida, pois para andar por estas bandas, tem mesmo que o ser. Não foi difícil, apereceram várias imagens, reconhecia-a de imediato: foto italiana
JAS

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Volta dos pastéis, sem pastéis, mas com café e bica


Há dias em que ainda antes de acordarmos já sabemos que não nos vai correr muito bem. E este domingo foi um desses tristes dias.
Comecei por acordar tarde, face à hora combinada, o que me obrigou a vestir e a arranjar tudo à pressa para minimizar o atraso. 
Nos arranjos da indumentária (por vezes parece que vamos para fora de casa durante uma semana) visto primeiro o jersey e depois o casaco, no fim as calças, mas as calças têm alças, logo tenho que tirar o casaco, que desta vez por acaso foram dois, colocar as calças e voltar a vestir os casacos; depois é o resto do equipamento – a corrente que tem que levar óleo, mas a bike está no chão e ao rodar com o pedaleiro para trás a corrente sai do sitio e encrava o desviador porque as mudanças estão cruzadas. Levanto a roda de trás e volta a engrenar tudo novamente. Rodo mais um pouco com a pedaleira para trás e enrola novamente. Claro que à segunda já penso um bocado e descruzo a corrente metendo as mudanças de trás e da fte no meio. Depois começo a calçar as luvas e percebo que me falta o capacete. Como as luvas são grossas tenho que as tirar para encaixar o fecho do mesmo. Já estou a sair de casa percebo que ainda me faltam os sapatos. Tiro as luvas novamente que voltara a calçar, para tirar a chave do bolso do jersey, pois já tinha fechado a porta da arrecadação. Tiro os óculos que já estão a embaciar, e coloco-os em cima do selim, juntamente com as luvas. Calço-me, fecho a porta, pego nas luvas…e lá vão os meus óculos de 830€, comprados no Lidl… capute, mesmo no meio da haste. Lá tive que abrir novamente a porta para buscar outros que adquiri na mesma loja duas semanas antes, mas de menor valor (410€), de lentes com muita vitamina C.
Vá lá que, apesar de estar tudo à minha espera, apenas me atrasei 4m03s. Ninguém reclamou, menos mau.
Sensivelmente a meio da volta, na tão esperada paragem para o café, ou bica para alguns, surge a segunda grande desilusão do dia...os pastéis de belém ainda não tinham chegado - o pasteleiro deve ter um despertador igual ao meu, que só toca músicas de embalar.
Nessa altura devia ter ido embora, diretamente para casa, mas não… continuei com o Carlos, o Rui e o João na voltinha em Monsanto, onde descobri que dois desses afinal eram duas gajas (um diz direita, o outro diz esquerda que por ali era melhor... em todas as bifurcações ou cruzamentos).
E o pior ainda estava para vir.
Começou a descer a avenida da Liberdade, onde momentaneamente esqueci-me que afinal a minha bike tem 9 velocidades atrás e não 8, mas felizmente ainda fui conseguindo equilibrar a picardia. Foi um mau perságio para o que me iria acontecer já ao chegar a Sacavém.
Depois de um arranque em tons agressivos do gajo do costume, tipo caniche quando está ao pé do dono, lá tive que levantar o rabo do selim e acalmar o gajo, que sorrateiramente e já mesmo a chegar ao destino, quando estava eu e o Carlos a conversar, nos apanhou e nos ultrapassou não havendo espaço para a recuperação… é verdade, o afro-sacavenense Lapierre ganhou-me uma picardia (se bem que no modo aciganado), mas que ganhou isso não posso negar. Depois de tanto matutar, de fazer várias experiências, inclusivamente com a minha bike e tb a do Carlos, deve ter descoberto o segredo que tanto tempo consegui guardar, que agora vou divulgar… tirar um dente ao carreto de 11.
JAS

sábado, 29 de dezembro de 2012

retrospectiva 2012

De Abril até Dezembro, parece que nada se passou. Mas, desenganem-se, muita coisa mudou... O rafael, lavou a bicicleta depois de a ter sujado quando a levava no carro para ir dar uma volta à Expo; o Carlos emagreceu mais de 50kgs, tendo chegado ao ponto de conseguir subir as picadas mais dificeis... mas continua a não ganhar nenhuma picardia; o Rui já começou a chegar a horas, mas é sempre o último; o Samuel desapareceu; o Miguel anda a desmantelar misseis; eu deixei de apertar parafusos.
Entrementes fizemos uma voltinha que conseguiu reunir grande parte do grupo e mais alguns lá de Fátima, numa epopeia Porto-Santiago, que correu extraordinariamente bem e que já alguma coisa foi escrita, mas ainda não publicada (é verdade Nés, está na hora de fazer um rastreio aos relatos existentes e publicá-los).
Poucas mais vezes nos juntámos. Os mais persistentes têm sido o Carlos - o maior, o Rui e eu que nos temos aventurado por umas descobertas nuns montes um pouco mais distantes, mas sempre na nossa periferia. Da malta que nos rodeia, o Nés lá continua nas suas desventuras e o Marco se mantém nas suas voltas semanais lá prós lados da Castanheira, e de vez em quando, nos vai fazendo uma visita.
Tem faltado alguma paciência e vontade para escrever, mas acho que isso é uma fase que poderá passar e quem sabe, me apeteça mandar umas farpas por aqui já a partir do novo ano.

Esperemos que este ano que para aí vem traga mais união e reuniões onde possamos partilhar umas voltas e umas epopeias valentes que nos ficam na memória.

Bone ané!!

JAS

segunda-feira, 2 de abril de 2012

volta dos cântaros de Sintra 01/04/2012

Como ontem não me apeteceu escrever, colo um pequeno texto de trocas de e-mail, pois hoje ainda não me apetece escrever.
"(...)Queria também acrescentar que temos que trocar e-mail´s encriptados uma vez que chegámos a Sintra e estavam perto de 1000 (mil) ciclistas no nosso pto de encontro (presumo que alguém tem um virus no PC e reencaminhou as nossas mensagens para a rede). Bom, mas por um lado foi bom que haviam gajos bem organizados, com zonas de apoio mecânico, abastecimentos e inclusivamente dois percursos marcados de 35 e 75kms, para quem não tem GPS (ainda estou para saber a que horas os gajos da fte se levantar para porem tanta fita).
Como nós somos gajos diferentes, mas não gays (note bem), tentámos andar fora desses percursos, para pudermos conversar à vontade.
Mas, também foi bom, com uma nota negativo, que temos que melhorar de saber andar em grupo (estamos a desabituarmos), ainda mais em zonas com muita malta, onde o primeiro tem que se preocupar com o segundo, o segundo com o terceiro e assim sucessivamente...mas com treino vamos lá (não é uma critica a ninguém em particular, pois acho que todos falhámos nesse capitulo).(...)"


E porque ainda não me tinha lembrado de publicar isto, temos que dar os parabéns ao nosso Pierre que tem mais um motivo para fuga da maria!

Nota1: estamos a ficar com saudades no nosso antigo presidente, um gajo sempre bem disposto, sempre a incentivar a malta (tal e qual como os vendedores de Agel) e sempre desejoso de chegar lá acima (para começar a descer). Onde é que ele anda?!? hum?!?

Nota2: link de volta de GPS ..........................................estamos à espera.....................................

JAS

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Dia oficial da inauguração dos "rolos"

Hoje foi finalmente o dia em que se rolou na nossa nova experiência, eu digo nossa porque lá consegui convencer mais uns quantos fugas de que esta ideia não era assim tão disparatada.



Aqui está o dito já com algum trabalho de embelezamento.









Os rolos são de fácil utilização ao fim de 10 minutos já se consegue dominar a técnica.

O treino hoje teve 30 minutos ainda deu para fazer uns 10 Km's a uma média de 20 km/h, tendo o Carlos direito a furo e tudo (acho que os rolos dele tinham picos). Desta vez não parei para esperar por ele mas acho que acabamos por chegar a lado nenhum ao mesmo tempo ;).

Aqui fica um pequeno vídeo do funcionamento dos rolos. Se repararem já fez efeito aos meus pneus que estão bem mais magrinhos.


 

Grande abraço e boas pedaladas
Rafa

domingo, 5 de fevereiro de 2012

volta de recruta

Hoje foi dia de recruta.

Nesta semana de frio a malta corta-se porque coiso e tal, ainda aparece para aí o homem abominável das neves ou então, porque lhe dói a garganta. E como ninguém desafiou ninguém, eu também não desafiei. Mas fui desafiado, por um aspirante a membro da fuga. E como nos está a faltar desafiadores (onde também partilho mea culpa) aceitei o convite e fomos dar uma voltinha para aquecer as pernocas.

Fomos à central eléctrica, descemos aos pneus e fizemos a single da mata do paraíso.

35kms, 3h15m, 570m de acumulado de subida. Nada mau, para quem tem andado pouco.

Abusei pelo percurso escolhido, mas no fundo, bem no fundo até foi bom, pois o Luis andou a semana passada, tem feio algum desporto ultimamente e é um caminho bom para ver como se sente… e no fundo para ir ganhando ritmo e coragem.

Agora é ir mantendo a vontade e juntarmo-nos todos os fins de semana, dessa vez com mais fugas, para levarmos uns bons empenos, que pelos vistos gostamos.


JAS

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Empeno Arruda-Montejunto-Arruda 2012

Afinal a vaca tossiu…

Depois de tanto me matutar, “se chover, não vou, nem que a vaca tussa”, lá fui na companhia do Carlos e do Lapierre ( o grande responsável da vaca tossir), para uma jornada de BTT.

Arruda-Montejunto-Arruda… para quem conhece, subir a serra de Montejunto e desce-la, por si só, já é um desafio. Vir da Arruda e voltar, é uma aventura.
Apesar do passeio ter sido cancelado à ultima da hora, por coincidir com uma prova organizada que passava em grande parte dos trilhos na serra, lá acabámos por manter o pacto, e não fomos os únicos, pois o parque da praça de touros de Arruda dos vinhas, estava lotado e fizemos todo o percurso a cruzarmos com mais malucos.

A volta já se adivinhava difícil, mas foi uma surpresa o estado do terreno ter ficado tão mau, apenas com um dia de chuva.

Até ao limiar da serra, pode-se afirmar que não estava assim tão mau, chuva, mas pouca, algumas poças, mas sendo a maior parte do percurso em tout-venant, até se torna um bom pavimento para se rolar. Contudo à chegada da serra o terreno começou a ficar argiloso e rochoso e quando assim é, a coisa começa-.se a complicar… começam e surgir os problemas mecânicos e o desgaste a acumular-se. E ainda nem tínhamos começado a subir, já a minha corrente começava a “chupar” na pedaleira pequena. E bastou mais 50m a Lapierre sentiu inveja e fez o mesmo. Conclusão, a partir daí foi tudo na pedaleira do meio… e na pedaleira do sapato.

Depois de 1hora, ou mais, lá atingimos o cume da serra, onde conseguimos lavar a engrenagem e durante um pouco, minimizamos esse problema, pelo menos até às antenas. O pior estava ultrapassado, pensámos nós.

Venha a descida… iuuuupi……ooooops (em português bem português (fod….cara….mos fod…..para esta mer….)) A descida era mais difícil que a subida. Um single completamente feito à lá pata. Escorregadio, pedregulho e lama com fartura. Aí confirmei que o Lapierre quando leva o sapatinho branco, torna-se mesmo um bom bailarino.

Com tamanha desilusão, só nos restava fazer o caminho de regresso. Zonas com bastante lama, tornava inciclável alguns trajectos bem interessantes, não fosse a condição do terreno. São daqueles trilhos que nos leva a fazer estes percursos longiquos…mas isso é quando tudo ajuda. Tempo para o Carlos estrear o quadro novo numa daquelas quedazitas.

Já se tornava um martírio…barulhos por todo o lado da bicicleta, subidas mais íngremes feitas a pé, enfim….foram daqueles momentos onde acho que todos pensávamos “o que é que eu estou aqui a fazer?”.

Felizmente os últimos kms foram a descer e ao fim de 6 horas e uns trocos, mais hora menos hora, alguém teve a excelente ideia de ir à casa do Benfica comer uma bifana e brindar com uma “jeca”.

Fotos há duas, pois a vontade de parar foi muito pouca, pois estávamos completamente enlameados e molhados e se em situações normais o registo não prospera, assim ainda menos……e, e.



Se todas as voltas fossem assim, acho que só andava de dois em dois meses. O que nos valeu foi a boa companhia e disposição, no fundo, como é normal e natural (cuidado sr. Presidente e Lapierre que com este paragrafo, já estou a entrar na corrida…).

VIVA A FUGA!!!

 JAS

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Passeio de Natal


Foi este fim-de-semana que alguns dos Fugas se juntaram para muito possivelmente o último passeio do ano. Não havia gorros de pai natal mas havia outro tipo de gorro para os mais friorentos que tinham de tapar as orelhas.
Foto de Grupo
 O ponto de encontro foi em Alpriate  por volta das 8H, quando eu o Miguel o Carlos e o Luis chegamos já lá estavam outros tantos o Marco, o Samuel, o João e mais 2 novos fugas o Nuno e o Ruben.

O nosso  objectivo era  seguir um track com a orientação do João, mas a coisa não correu lá muito bem (por culpa do GPS claro) e andamos mais tempo perdidos do que propriamente no trilho certo.










 Os trilhos estavam bastante bons, apenas nesta parte do troço estava com alguma lama.




 Aqui mais ou menos (des)orientados com o GPS do João o que nos valia era mesmo a paisagem para não ter de ver a subida que nos esperava. Os grandes trepadores fizeram a fuga os outros (eu) fiquei para trás para poder dar alguma folga a bike e para apreciar a paisagem ;).
Afinal também deram descanso ás "burras"

Já só falta 1 km para o topo ( se o GPS não estiver enganado)

Para quem diz que eu não subo comentem lá a foto...

Grande Luis dá um baile aos "putos"

 Mais a frente o nosso guia de eleição (Carlos) decidiu tomar a liderança e como já vem sendo hábito acabamos com as bikes ás costas ravina a baixo e bastantes silvas agarradas ás pernas mas sempre com o pensamento positivo do Carlos a dizer “tenho a certeza que o caminho é por aqui”. Não encontramos caminhos novos excepto os indicados pelo guia…





Por fim lá se consegui entrar no trilho certo e acabar uma excelente volta sempre com boa disposição .


Gostava de ver o Marco com a minha bike assim .



Foi uma volta curta, trinta e poucos kms mas valeu pelo convívio e para tentar voltar a forma física.



Desejo a todos um Bom Natal 
Rafa
PS- Façam por favor um comentário ás rodas novas do João porque se não fizerem ele vai ficar triste.