segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

A primeira de 20


A primeira do ano foi o regresso ao sítio onde fui (in)feliz. In porque foi onde rasguei o casaco e as calças… e também porque parti o capacete; feliz porque é uma estrada que gosto bastante de fazer. E neste regresso pude constatar que afinal, a empresa Estradas de Portugal é realmente eficaz no trabalho de tapamento de buracos na via pública, mas acima de tudo a maneira como o fazem, pois esse remendo está extremamente bem disfarçado, não se notando, de todo, a sua reparação… vá havia um buraquito mesmo ao lado do dito buracão, onde cabia um pneu, Inteiro, de um Caterpillar série 797F e que me fez cair há cerca de 1 mês e tal atrás.

A volta deste fim de semana ficou, para mim, marcada pela constatação da falta de civismo da minha pessoa na via rodoviária, ficando claro, que, afinal, vê-se mesmo que sou motociclista… não dou passagem nas passadeiras e quando os semáforos estão vermelhos, meto-me à frente do primeiro carro parado, impedindo o seu arranque imediato à abertura do semáforo. Não sei se fiquei triste ou se fiquei contente com esta constatação… por um lado fiquei contente por alguém ter o cuidado de olhar para mim como um sere protetor e me avisar das minhas negligencias; por outro fiquei triste porque fica bem ficar triste nestas situações de irresponsabilidade. Fica a promessa politica que não passarei mais semáforos vermelhos enquanto ando de bicicleta.

Mas, espera… se eu passar os semáforos vermelhos já não fico à frente dos carros que esperam a abertura do sinal... huuuuummmm. Acho que vou retificar o que disse atrás, de forma a não passar por mentiroso.

JAS

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

B12


Enquanto fazia uma comunicação intercontinental, estava a ler um estudo sobre nutrição ou dieta desportiva, tendo conteúdos bastante interessantes e pior do que isso desmistificações dececionantes. Mas, vamos por partes…

- “Então, mas tu agora andas sempre a ler estudos, com temas esquisitos e estúpidos pra caralho?” perguntam vossemecês. É verdade! Fartei-me dos jogos das cartas no telemóvel e como já não moro em casa dos meus pais, onde tinha a revista Maria para desfolhar, tenho que me entreter com qualquer coisa… afinal ainda demoro 32 minutos a cagar.

- “Claro, só podia sair merda… Então e que conteúdos interessantes tem esse estudo sobre nutrição ou dieta desportiva?”, perguntam vocês. Agora vou fazer uma pausa… calma, não é uma chamada intercontinental! Agora, vou dar uma voltinha de bicicleta, porque um bidé se lembrou que ainda tinha que ir comprar filhós e bolo rei para logo, e arranjou uma volta de bicicleta para as 11:30 !!!...

Uma voltinha de 2:30, dizia ele. Esqueceu-se de dizer que era uma voltinha para lá e outra para cá. Bom, mas está feita (e bem feita), com paragens de convívio e boa disposição e também com histórias dramáticas. 😾

Agora, já besuntado em perfume dos chineses (hoje é noite de natal, decidi não me besuntar em valvulina, por causa das velas) vou então contar aquilo que quero partilhar.

Nesse estudo, dizem os cientistas, que os desportistas de alto rendimento (como nós), e independentemente do tipo de alimentação que fazem, dieta vegan ou dieta de comida de origem animal, devem tomar suplementos de vitamina B12, responsável por a reposição de aminoácidos e outros componentes de beneficio muscular. Esta vitamina advém do solo, onde antigamente (antes da revolução industrial) se conseguia obter a quantidade suficiente apenas com a água ingerida, ou na comida de origem animal, mas que nos tempos modernos e com a utilização dos pesticidas e cloro na água, não existe naturalmente… São os malefícios da industrialização e da necessidade desenfreada do ser humano. Tenho dito.

-“Então, e a tua desmitificação dececionante?”, perguntam outra vez os chatos do caralho. Foda-se já lá vou… ainda estou um bocadinho chocado.

Bom, durante toda a minha vida ouvi expressões que os produtos com mais proteína são a carne de vaca, tendo também os ovos bastante proteína. Peixe não puxa carroça, dizem alguns. Pois bem, também não é o peixe, mas sim os vegetais… à pois é!! Dizem os cientistas que a dieta vegan é a mais benéfica para a saúde e traz mais rendimento desportivo e até sexual.

Estou em choque!! Agora além de ter que escrever frequentemente para ter a pila maior, também só posso comer verdices e merdas dessas.

Alguém sabe onde posso comprar a revista Maria, antes de ler um estudo que diz que fumar faz mal?

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

A "Recuperação"


Esta manhã, enquanto tomava o pequeno almoço, tive a ler um estudo bastante interessante, acerca da relação entre escrita e crescimento da pila, publicada por uma universidade dos Estados Unidos da América, UCLE, que, na opinião geral, é naturalmente credível, apenas e só pela sua origem (se fosse na Universidade Lusófona, diria imediatamente que era um devaneio de um gajo, sem qualquer fundamento). Um dos pontos que me chamou mais a atenção nesse estudo, é o facto de estar provado cientificamente que quem escreve com assiduidade, a sua pila tende a crescer cerca de 2,2cms por ano, ao passo quem não o faz, tende a diminuir o seu volume em cerca de 0,4cm3/ano. Contudo, o crescimento tem que ser contínuo, no mínimo 1 vez por mês, e a ausência da escrita não poderá passar os 32 dias. Fiquei imediatamente descansado, porque semanalmente faço uma lista de compras de mercearia e muito frequentemente envio uns e-mails de caracter profissional e inclusivamente vou enviando umas mensagens por telemóvel. Ora, o problema é que esse estudo indica que “a escrita” não abrange essas banalidades, tendo que ser uma história com conteúdo.

Deve-se perceber imediatamente, a minha preocupação desde então, por estar a escrever este texto. De facto, foi um dia bastante complicado, onde a ansiedade e o nervosismo reinaram, pois quero imediatamente recuperar aquilo que é meu, aquilo que perdi e que inconscientemente lutei para conquistar.

Fazendo uma análise, após o conhecimento desta relação, fiquei realmente com a sensação que em tempos, precisava de um verdadeiro “abraço” com as duas mãos para envolver a pila, e ultimamente já tenho que por os óculos para ver onde ela anda, mas pensei eu, que era uma coisa da idade… e como é um tema tabu, não quis perguntar aos colegas, amigos, camaradas se isso também se passava com eles. Se por um lado posso ficar descansado que não é um problema individual, por outro fico preocupado com quem nada publica... Mas, como diz o ditado, “Pimenta no cú dos outros é um refresco!”.

Bom, acho que esta partilha seria suficiente para a “Recuperação”, mas com medo que a pila não aprove este conteúdo, tenho que contar uma história.

Bem, no outro dia, mandei um esbardalhanço!!! Cúm catano, ó camandro. Estava eu e o Africano a jogar ao Andolita apenas com uma mão, a descer a EN 115-3, bem perto de Carnota, de repente, apanho um buraco dissimulado no asfalto da estrada e … Jazus… que já foste. Pim, Pan, Pum, lambi o relvado todo, parti o capacete, quase que ía partindo a mão, rasguei o casaco e as calças, mas o mais importante… não fiz um risco na bicicleta. Ufa, safei-me de boa.

 

JAS

 PS:… não se esqueçam… tem que ser uma história…e não vale a pena dizer que vocês não notaram nada, porque o estudo indica que é transversal a todos, e está provado cientificamente…, mais indica, que, embora sem provas, esta relação existe desde a pré-história, daí as pinturas rupestres.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

O relato do Africano

Tarde (até aqui vez, podia ser Boa tarde, mas como não tenho tempo, então é só tarde),
 
era só para fazer um pequeno relato da volta super espetacular de hoje ao senhor José Alexandre Miguel Rafael Silva, mais conhecido pelo Jabas Mariquinhas. Porque ele gosta de saber e para saber que a gente foi (só para se sentir pior).
 
9:00 Sacavém, :30 mais tarde do que o combinado (desculpa lá outra vez Carlos), devido a uma imprevista Cagada de manhã (só foi bom porque fui mais leve) e à minha mais pequena, que hoje também queria ir pedalar com o Pai.
 
Traz traz traz, Loures, traz traz traz, Bucelas, Café em Bucelas.
Pimba pimba pimba, outra vez, pimba pimba pimba, porque a subida foi longa, Sobral de Monte Agraço. Hoje o senhor Carlos Watts Ultra Super Power Watts Carmelo estava mais fraco, ou era Eu que estava mais forte? Era Eu que estava forte como o Caral....
 
Sobral ! Àgua e bucha e vamos embora que vem lá chuva. Descer para a Arruda, só não foi mais depressa porque apanhamos uns Matrecos com bicicletas mais leves que as nossas e ocupavam a estrada toda (foi bom, um cheirinho à volta a Portugal).
 
Arruda ! Plano e a subir, Xau Matrecos, UIiii as pernas estão rijas porquê? Subir, subir, ai esqueci-me, traz traz traz, descer para Alhandra, pimba pimba pimba, não pus virgulas porque não fizemos pausas.
 
Alhandra ! O João não devia de estar em casa, então zuca, nacional, chuva nas trombas, mas pouca, aquelas terras todas, Póvoa, dois dedos de conversa, Xau Carlos, Xau Rui, ----------------Sacavém 12:30.
 
80Kms. Bom treino
 
Tenho que terminar e não completar ou verificar a pontuação, a minha Joana quer um Ogutu. Eu traduzo (Iogurte).
 
 
Rui World Champion UCI Dias

domingo, 8 de junho de 2014

Ic!!!

Há alturas onde só mesmo com uma garrafinha de Palácio da Brejoeira dá para escrever essencialmente depois de uma cachaporra de 106kms de onde saí de rastos. E como se deve estar a perceber pelo preambulo, daqui não vai sair coisa boa.
Mas, também não significa que sairá coisa má, antes pelo contrário.
O motivo desta intervenção, que vai fazendo falta ao blog, não é nenhuma… digamos que é mais um desabafo. A onça está no fim e o vinho também, e antes de começar a devastar o despenseiro só tenho a dizer uma coisa…. Amo a vida!!! Iiic
Podia acabar já aqui, aliás devia fazê-lo, mas antes disso vou me armar em polvo.
Vou ditar que o campeão do mundo deste ano será…… a equipa que vencer a final!
Não tenho dúvidas de quem serão os finalistas, mas só o direi depois das meias-finais disputadas. Entretanto, vou só ali buscar mais um copito que este já foi.
Peraí!!!
Vou agora abrir uma de São Domingos que afinal a outra já acabou.
Há uma coisa que não entendo…. Porque é que os meus amigalhaços me oferecem estas coisas? Palácio da Brejoeira, São Domingos, Porto Kopke, vinho tinto… será que dou assim tantas indicações que gosto destas coisas?
Esta questão leva-me a uma reflexão (já tinham saudades das minhas reflexões? – como tenho estado desempregado não tenho tido reflexões ) e essa grande incógnita é: Será que o facto de mandar todos para o caralho afasta as pessoas? Será que me levam a sério?
Ainda não tenho bem a certeza que ser sincero é aquilo que as pessoas gostam. Cá para mim as pessoas gostam de gajos bacanos, aqueles que só dizem aquilo que gostamos de ouvir!  Tipo frases de engate: - “ És linda! Nunca vi tamanha beleza em ninguém!”, mesmo perante a parte detrás de um esquentador.
Bom, se as mulheres acreditam, se calhar é mesmo assim que funciona a psicologia humana, porque elas são sempre mais evoluídas que os homens.
Esta reflexão que durou pouco mais que 5cl de São domingos, leva-me a outra:
Porque é que temos pêlos nas pernas? Será única e exclusivamente para concentrar pó nas pernas?
Não sei, mas ainda ontem vi o programa do grande Rogério Martins, no “isto é Matemática", onde predominava a pergunta: porquê é que os elefantes têm as orelhas tão grandes?… é para dissipar o calor corporal. Só me leva a concluir que os pêlos nas pernas servem precisamente para o inverso, ou seja para mantermos a nossa temperatura corporal. Conclusão: Ser verdadeiro e não rapar os pêlos das pernas, é uma incongruência!!!  Ou rapamos os pêlos das pernas ou mandamos todos para o caralho!!!
Eu por enquanto, mando todos para o caralho!!!


JAS

domingo, 23 de março de 2014

As nossas ambições

Hoje, enquanto me besuntava com valvulina no corpo depois da voltinha matinal, pus-me a reflectir (sim que isto de pensar é para o JJ e companhia – reflectir é mais filosófico… não! Não era sobre Pascal) sobre a evolução e retrocessos de ambições ou objectivos de um BTtista.
Se no início pensamos em fazer kms, e quantos mais fizermos melhor nos sentimos (isto em termos objectivos), passados uns tempos e com o melhorar da nossa forma física, começamos a pensar nos acumulados de ascensão, para de seguida entrarmos no campo da média horária. Agora, já se começa em falar em watts, mas por enquanto nem todos os dispositivos electrónicos dão essa informação… é uma questão de tempo.
Mas este processo não é exponencial nem constante, pois como desportistas domingueiros que somos, temos de uma forma geral, momentos onde falhamos um ou dois domingos e alturas onde o cansaço emocional está presente face à nossa semana de mais ou de menos trabalho, de mais paciência ou de falta dela para isto ou para aquilo que nos assola (como diz o grande filósofo César Nunes, “o que nos assola não são as coisas, mas a ideia que temos das coisas”), ou seja, fazemos grandes oscilações de forma, implicando desde logo com os nossos objectivos ou ambições.
 Se há três ou quatro semanas já estava a pensar na média horária, hoje desci à terra e estou na ambição de … deixa lá reflectir mais um pouco… de desfrutar. Pois é, desde o retorno ao mato (aconteceu a semana passada) entrei na fase do vamos lá dar uma voltinha porreira, fazer umas subidas e umas descidas espectaculares, e tentar chegar a casa sem moças. Mas, esta pequena ambição nem sempre é fácil de obter. Calma! Não fui eu que caí, nem tão pouco ninguém do nosso enormíssimo e gigantesco grupo. Podia ter sido… mas não foi. Nem eu, nem o Africano, nem o Carmelo… e desta vez também não foi o Nés. Mas qualquer um de nós já fez estas figuras, de tentar mostrar aos outros como se faz… ou sai lá da frente que eu digo-te como é que é.
E hoje enquanto descíamos as famosas lombas, num grupo que vinha atrás de nós houve um que tentou mostrar como é que se fazia e…esbardalhou-se todo, mesmo à minha frente. Calma, também não morreu nem partiu nada, felizmente. Aleijou-se um bocadinho, acho eu.
Se por um lado até me deu vontade de rir (por se ter armado em chico esperto – tentou-me passar numa zona cheia de calhaus), por outro fez-me pensar que já me aconteceu o mesmo e provavelmente poderá e irá acontecer mais vezes… é humano, está-nos no sangue. ”Macho que é macho não come mel, come as abelhas”, diz o grande filósofo Ricardo Rosa.

Conclusão da reflexão: Por grandes ou pequenas ambições que temos, não fugimos da nossa essência de latinos e mesmo quando definimos objectivos muito particulares e privados (“já estou numa fase de não ter que provar nada a ninguém”, pensamos nós) temos, por vezes, um momento onde acabamos por demonstrar a nossa fraqueza, quando no fundo queríamos mostrar o quanto somos “fortes”.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

115...com Óscares

Depois de 115kms puxado pelo CC, aqui estou eu fresquinho que nem uma alface para postar mais uma história de sofá.
Primeiro começo com uma sugestão… acrescentem uma ou duas folhas de louro no refogado na confeção das migas. Faz a diferença. Era para ter retificado na receita original, mas assim os que não leram, se calhar voltam atrás e dão uma vista de olhos, e os que a leram e não veem este post, vão achar que falta ali qualquer coisa às migas que agora vão perceber o que é.
Depois de 115kms puxado pelo CC, vi o Lobo de Wall Street. Não achei deslumbrante, talvez por estar habituado a grandes interpretações e grandes filmes do Leo. Mas, também porque a temática não é muito do meu agrado, pois se há coisa que não aprecio é gajos a brincarem com o dinheiro das pessoas como isso fosse apenas tratar-se apenas de dinheiro e esquecerem-se que, infelizmente, é esse dinheiro que define e delineia a vida das pessoas… e além do mais conseguem lucrar com isso como ninguém.
Alguns dias antes de andar 115kms puxado pelo CC vi e achei fascinante o filme “Her”. Como é possível um ser humano apaixonar-se por um sistema operativo? Será isso alguma vez possível? Gostava de saber que não… não pela situação contra-natura em si, mas porque leva-nos a uma sociedade completamente fechada e solitária, e os computadores assustadoramente inteligentes e expressivos. Não quero dizer mais nada do filme, mas vendo, percebemos que isso poderá ser possível… eu quase, quase tive caidinho pela Samantha… melhor banda original.
Muito antes de andar 115kms puxado pelo CC, vi o melhor filme de 2013… O clube de Dallas. Foda-se que filha de puta de interpretação… com caralho. Tema do catano, num inicio de uma nova era, e da qual me lembro perfeitamente de todos os medos e incógnitas. Melhor actor.
A Golpada Americana ou 12 anos escravo… grandes filmes. Para mim a Golpada fica à frente 115kms dos 12 anos. Sou como os putos que dizem que não gostam de azeitonas, mas nunca provaram, pois ainda não vi o Nebraska e o Philomena, mas não sei porquê… nã me cheira. Para já digo que a Golpada será o vencedor.
Ainda nem tinha pensado em andar 115kms puxado pelo CC, vi o capitão Philips… custa-me acreditar que tenha sido uma história verídica. Achei que os pretos, desculpem os africanos escuros tenham sido tão ingénuos. Gajo que atira para matar e não tem nada a perder, não cai em lenga-lengas. Mas, também foi bom ver porque assim quando passarmos numa situação do género em Marrocos, a quererem um resgate de 20 milhões pelo conta-quilómetros do Nés, sabemos como nos podemos safar… é preciso é alguém se lembrar do filme.
A Gravidade deverá ser eleito pelos efeitos especiais... porque a qualidade que vi era tão boa que parecia mesmo que a Sandra ainda tem 20 e tal anos.
Para já é tudo… para a semana há mais. Já sabem, bons filmes... na companhia do tradicional Bacalhau assado com Migas.

JAS